Em nosso terceiro e último dia na Holanda, fomos visitar Zaanse Schans, uma cidadezinha bem fofa e turística, há cerca de 20 minutos de trem de Amsterdam. Para chegar até lá, pega-se o trem na Estação Central no sentido Alkmaar, descendo na estação Koog Zaandijk. 

Dizem que mineiro não perde o trem, mas no meu caso, eu peguei foi o trem errado, ou melhor, a mocinha da estação me vendeu o ticket errado, que ia direto pra Alkmaar e, como era o trem express, não parou em Koog Zaandijk. No meio do caminho percebi que estava demorando muito pra chegar e resolvi perguntar, quando fui informada de que já estava chegando a Alkmaar. Conclusão: tivemos que voltar e perdemos cerca de 1 hora nesta brincadeira. Se fosse numa sexta-feira, daria até pra ter conhecido o mercado de queijos da cidade, que funciona apenas neste dia da semana.

No caminho, casas fofas e muitas vaquinhas holandesas pelo pasto.  

Bem, chegando em Zaanse Schans, já damos de cara com um belo moinho e umas casinhas de madeira bem pitorescas. 

Atravessando a ponte da cidade, chegamos ao vilarejo repleto de casinhas do século XVII e XVIII. Cada uma delas abriga uma lojinha, um mercado ou um café. Tudo em tons de verde, branco e marrom, super charmoso! 

No vilarejo, além das casinhas, tem 2 pequenas fábricas: uma de queijo, onde é possível degustá-los e também comprá-los; e uma de tamancos de madeira, onde  há um pequeno museu do tamanco com uma demonstração do processo produtivo deste ícone do artesanato holandês. E claro, como todo bom local turístico, é possível comprar os produtos, mas não pense que por estar nas fábricas você vai comprar souvenirs mais em conta, pois eles são bem caros que em Amsterdam. 

A histórica dos tamancos de madeira vem desde a Idade Média, quando as sandálias de madeira evoluíram para os tradicionais tamancos que conhecemos hoje. Por volta de 1429, na Holanda, surgiu a necessidade de se ter solas mais altas para que as pessoas não tivessem contato com a lama das ruas. Depois, também começaram a ser usados dentro de casa, para se evitar o contato com a umidade gerada nos afazeres domésticos. As árvores eram cortadas no outono e inverno e estocadas em casa, quando então, após 6 meses, eram talhadas manualmente. Somente por volta de 1918 que os tamancos passaram a ser produzidos mecanicamente.

Mas a grande atração de Zaanse Schans são seus moinhos. Seis deles ainda estão em funcionamento, sendo um deles produzindo mostarda.

De volta a Amsterdam, fomos comprar os tamanquinhos mais baratos pra trazer de lembrança. Almoçamos num restaurante argentino muito bom, chamado La Pampa, perto da Dam Square. Depois, fui visitar o Anne Frank Huis, um dos museus mais emocionantes de Amsterdam. Eu adorei e meu uma vontade imensa de ler o livro. Se você tiver que escolher um museu em Amsterdam, vá nesse!

Próximo post: Estocolmo, Suécia.