Após nosso fantástico vôo de balão, voltamos ao hotel tomar nosso café da manhã (de novo) e fizemos o check-out, deixando nossas malas na recepção para pegarmos ao final do dia. Com nossa motoca, seguimos pela estrada até Nevsehir e de lá, seguimos até Kaymakli, onde havia 2 cidades subterrâneas no mapinha que fomos seguindo. Antes, paramos para tomar um típico chá turco com os locais e aproveitar para nos aquecer, porque andar de moto àquela hora da manhã estava congelante!


Havia lido sobre a cidade subterrânea de Derinkuyu, mas no dia que saímos eu havia esquecido de anotar o nome deste lugar, que era o que realmente eu queria ir. Então fomos por tentativa e erro. Ao chegar em Kaymakli, fomos até a cidade de Ozluce, onde havia a primeira cidade, mas quando chegamos, o lugar nos deu foi medo. Tinha um senhor de terno na porta, fazendo mímicas para nos dizer que a pequena porta de uma casa em ruínas era o local que estávamos prourando. Nã havia nenhum movimento turístico ao redor e quando fomos entrando na casinha, era tudo escuro e só tinha uma lanterna para nos guiar. Definitivamente não era aqui que queríamos visitar e partimos para Kaymakli de novo. Perguntando para os locais qual a melhor, nos indicaram Derinkuyu e decidimos ir até lá primeiro, antes de entrar na de Kaymakli.
Ao chegar na cidadezinha, já vimos uma maior concentração de turistas, o que nos animou e como tinha bastante gente, decidimos entrar nesta para conhecer. Felizmente, esta era a que realmente eu procurava e tinha visto em sites.
Nos arredores, barracas típicas de artesanato turco.

“Sua origem é controversa, alguns arqueólogos datam suas origens por volta do ano 4.000 a.C., outros defendem que suas origens são ainda mais remotas, por volta do ano 9 000 a.C., embora a datação por carbono-14 realizada em esqueletos do cemitério paleolítico-cristão situado nessa cidade datam do ano 1800 a.C. Estima-se que a cidade começou a ser abandonada por completo por volta do século VIII.

A cidade é formada por 20 níveis, embora apenas 8 estejam abertos a visitação pública. Neles podem encontrar-se cisternas para armazenagem de azeite de oliva, armazéns de alimentos, cozinhas com sistema de dispersar fumaça de forma que não fosse notada na superfície, bares, poços de água, templos de culto, estábulos e até 52 tubos formando um incrível sistema de ventilação para que o ar entrasse e percorresse todos o níveis, até aos mais inferiores. A temperatura ambiente sempre gira em torno dos 13°C, independente da temperatura que faça na superfície, daí advém uma das teorias de sua origem, que poderia ter servido de refúgio, durante alguma  era glacial.
Escavada em rocha vulcânica, a sua arquitetura é um tanto rudimentar, embora fossem usados sistemas engenhosos para bloquear a entrada de intrusos, como portas em forma de rodas esculpidas de uma rocha de consistência mais dura, daí supõe-se também que provavelmente essas cidades foram construídas como cidades de defesa.
Foram descobertas mais de 600 saídas à superfície e se calcula que essa cidade poderia albergar até 100.000 habitantes possuindo também um túnel com aproximadamente 8 km de extensão que a conecta com outra cidade subterrânea de Kaymakli. A maioria dessas cidades subterrâneas foi descoberta em 2007 em Gaziemir, no distrito de Guzelyurt, pertencente a uma antiga rota da seda, permitindo aos viajantes descansar em uma cidade-fortaleza sob o solo “(fonte wikipedia).
Compramos o ingresso por 15TL cada e fomos entrando por nossa conta e risco, sem guia e foi bem tranquilo porque tinha muita gente lá em baixo e várias setas indicando os fluxos, mas é sempre bom ir perguntando pra não ter risco de se perder, pois o local é realmente um labirinto. Confesso que saber que estava há vários metros debaixo da terra, me deu uma sensação meio claustrofóbica, coisa que nunca tive e o que mais queria era sair dali bem rápido!

As portas redondas de pedra

Artesanatos típicos da Capadócia
Na saída, fomos comprar uma bonequinha típica e deu briga entre as mulheres pra poder vender pra nós.


Voltamos até Kaymakli e passamos pela entrada da cidade subterrânea de lá, mas não entramos


Seguimos de volta a Goreme, por outra estrada, onde conheci meu primeiro pé de maçã; que emoção!!!
Na Turquia, frutas como uvas, maças, peras e figos são muito comuns nas estradas e até mesmo na rua! Paramos para saborear umas maçãs colhidas diretamente no pé.

E no caminho, mais paisagens fantásticas…

Mesquita de Urgup

A estrada da volta foi de Kaymakli para Urgup, passando por Maiz (mapa abaixo):

Um blog que me ajudou muito na viagem à Capadócia foi o Viaggio Mondo, da Fê Costa!