O ano de 312  a. C. é apontado como data em que os Nabateus, povo nômade originário das Arábias, se estabeleceram na região de Petra, nomeando-a como sua capital, já que ficava localizado numa posição estratégica para as rotas comerciais entre Oriente e o Mar Vermelho. Eles também acreditavam que o vale de Petra estava sob a proteção dos Deuses .
 
 
Assim como o povo egípcio, os nabateus veneravam seus mortos e construíam tumbas encravadas nas rochas, em belos estilos arquitetônicos. Tudo que se vê em Petra atualmente eram tumbas e templos para sepultarem reis nabateus da época. Os pobres, no entanto, eram enterrados em simples buracos nas rochas. 
 
 
Durante muitos anos, Petra foi uma das cidades mais importantes da região e até mesmo, do Oriente Médio, até que foi invadida por Romanos, que a dominaram, tendo o povo nabateu que abandoná-lá e voltar a viver como nômades no deserto. 
Por muitos e muitos anos depois, a cidade acabou ficando esquecida, se “perdendo” no deserto. Porém, em 1812, um explorador suíço chamado Johan Ludwig, a encontrou depois de se disfarçar de árabe e morar meses no deserto junto dos nabateus em busca da “cidade perdida”.
 
Mas foi em 1989 que Petra foi descoberta pelo mundo e pelo turismo, com a aparição no filme Indiana Jones e a Última Cruzada. Depois, já em 2007, tornou-se uma das 7 maravilhas do mundo, aumentando ainda mais o turismo na região. Para nós, brasileiros, o “boom” do turismo em Petra aconteceu após sua aparição nas cenas iniciais da novela da Globo, Viver a Vida, em 2009.
Chegamos cedinho no Petra Visitor Center, onde compramos nosso bilhete por JD 50.
Na entrada, há dezenas de lojinhas vendendo souvenirs, camisetas e outros apetrechos jordanianos. Há também barracas para lanches e banheiro público. É essencial se lambuzar de protetor solar, ter um chapéu, óculos de sol e uns 2 litros de água, no mínimo, antes de começar a aventura. Mas se você esquecer da água, não se preocupe, pois dentro do complexo há barracas que vendem bebidas e lanches.
A aventura começa por uma caminhada pelos chamados Siqs, que são a principal entrada antiga de Petra. Os siqs são caminhos de 1200 metros de extensão, profundos e estreitos, dotados de uma expressiva beleza natural. São margeados por cliffs de pedras avermelhadas de até 80 m de altura. Passar pelos cliffs de Petra já é uma aventura à parte e no caminho, você vai se deparando com características típicas petrenses, como formações geológicas bizarras, rochas coloridas, áreas de agricultura, canais de água cortados em penhascos, barragens e muitas escavações nas rochas.
Para se ter noção da altura dos siqs, olha esta foto abaixo e compare a altura do Alessandro com a altura da parede.
Após andar 1,2 km, começamos a vislumbrar o grande Tesouro, a atração mais bonita e famosa de Petra!!
E de repente, lá estava ele! O Al-Khazneh, mais conhecido como “O Tesouro”:
O estilo arquitetônico do Tesouro foi único no mundo antigo. Os turistas perdem o fôlego ao se depararem com a beleza daquela escultura, que por estar em local protegido da ação do vento, se manteve quase intacta durante todos estes anos.
 
A fachada tem 43 m de altura por 30 m de largura. Acredita-se que foi escavada no primeiro século a. C. para ser a tumba de um importante rei Nabateu. Alguns estudiosos acreditam que ele foi usado mais tarde como templo.
 
A elaborada fachada escavada na rocha representa a geniosidade da engenharia dos nabateus.
 

Nada que eu relate vai poder mostrar o quanto este lugar lindo! É preciso ver para crer!

Artesanato jordaniano

Ao todo, ficamos umas 5 horas visitando Petra. É claro que vimos somente o básico. Ainda há muito para conhecer, como o famoso Monastério. Por outro lado, a gente acaba vendo sempre a mesma coisa nestes sítios arqueológicos. 


Na saída, fomos procurar algo pra almoçar. Encontramos um restaurante no centro com uma comida muito boa, a preços bastante agradáveis. Nos esbaldamos na comida. 
 
Acabamos encontrando com o dono do hotel pela rua, que nos levou de volta ao hostel para esperamos o motorista e voltar pra Eilat. 
Por volta das 2 da tarde deixamos Petra rumo à fronteira. O motorista insistiu para ficarmos em Aqaba, provavelmente porque ganharia alguma gorgeta do hotel que ficássemos hospedados. Mas estávamos decidimos a seguir viagem até Eilat e dormirmos lá. Ainda era cedo e isto adiantaria nossa ida pra Jerusalém no dia seguinte e ainda ia dar pra curtir mais um pouco do mar Vermelho, mas desta vez, já em terras israelenses… O resto do dia em Eilat conto no próximo post.