No roteiro desta viagem em Abril/14 pela Suíça, França, Bélgica e Inglaterra, eu queria muito colocar Luxemburgo no roteiro. Cheguei a considerar ficar dois dias por ali pra conhecer não só a cidade, como outras regiões do país, como a região de Les Ardennes. Mas não ia dar tempo, ia ficar corrido demais e eu ia ter que acabar cortando meu retorno a Londres da lista e isto eu não queria de jeito nenhum.

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Aí, estudando como eu iria de Estrasburgo para Bruxelas, vi que o trem obrigatoriamente passava por Luxemburgo. Yupii! Uni o útil ao agradável e fiz uma parada providencial na cidade/país por algumas horas durante meu trajeto.

 

Quem me segue no instagram (@viciosdeviagem) deve lembrar que eu ainda postei uma foto dizendo que eu gastei só 6 euros pra conhecer um novo país, já que este foi o preço para guardar a mala na estação central rsrs. Não paguei nada a mais na passagem de trem pelo fato de fazer esta paradinha em Luxemburgo.

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Então, saímos no trem das 9:50 de Estrasburgo (da pra sair mais cedo), com baldeação em Metz e, 3 horas depois estávamos em Luxemburgo. A estação central da cidade fica bem perto do centro. Deixamos as malas no lockers, que é um pouco difícil de achar, e fomos bater perna.

Map of Luxembourg

Luxemburgo é um grão-ducado desde 1815. Faz fronteira com Alemanha, França e Bégica. Sua capital, de mesmo nome do país, é uma cidade relativamente pequena, fácil de ser percorrida a pé e é uma das cidades mais ricas do mundo, eleita capital da cultura da Europa algumas vezes, com uma enormidade de instituições financeiras, enfim, um lugar agradável e lindo!

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Seguimos pela Avenida de La Gare até o centro da cidade, onde passamos pela Igreja protestante e pela Catedral de Notre Dame, até chegarmos no Palácio Ducale, onde habita o Grão-Duque de Luxemburgo. Na frente do Palácio, uns guardinhas simulam uma mini troca da guarda real rs.

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A Grande-Rue, Rue Du Cure , Rue Phillipe e Rue Guillaume são as principais ruas comerciais da cidade, repletas de lojas de grife, café, chocolaterias, joalheiras, restaurantes na calçada….

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A Place des Guillaume estava em reforma e adorei o clima da Place des Armes.

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Embora Luxemburgo concentre uma das maiores riquezas do mundo, o maior número de restaurantes Michelin do mundo, achei os preços dos restaurantes por ali normais e praticamente os mesmos de outras capitais européias (inclusive até mais baratos que a Suíça). E claro que não estou falando de nenhum restaurante Michelin, mas um restaurante bonitinho, com mesinhas na calçada, que tem na área central da cidade.

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Depois de visitarmos o centro, seguimos para a Corniche, a área onde se tem uma linda vista do Grund, a cidade baixa, e das muitas pontes da cidade.

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Sob a Corniche estão as Casemats, grandes muralhas com seu interior cheio de túneis que serviram de abrigo pra muita gente durante a Primeira Guerra Mundial. Entramos porque achava que daria acesso direto ao Grund, mas pelo que vi, elas não têm saída, então achei mega furada. A entrada custa 3 euros. Preferi contemplá-las pelo lado de fora mesmo….

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Não resisti e descemos até o Grund, mas nada se compara à vista lá de cima… Aquelas casinhas coloridas em tom pastel e de telhadinhos acinzentados são lindos e não e à toa que é a imagem que estampa muitos cartões-postais e capas de revista sobre a cidade-país.

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Outra coisa interessante e a quantidade de portugueses que existem em Luxemburgo. A cidade tem uma das maiores comunidades portuguesas do país. Pra todo lugar que se vá, ouve-se esta língua familiar. Mesmo em Bruxelas, o recepcionista do nosso hotel, que era francês, falava um português perfeito porque tinha morado muitos anos em Luxemburgo. Também pudera, já que o salário MÍNIMO no país está na casa dos 4.000 euros 2000 euros (obrigada leitora Patricia pela atualização).
Mas a língua oficial daqui é o francês e também há uma espécie de dialeto, que é o luxemburguês, porém o inglês é perfeitamente falado.

Ao voltarmos para a estação de trem, voltamos pela Avenue de la Liberté, que estava lindamente decorada pelas cerejeiras em flor.

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Em resumo, ficamos 4 horas na cidade e deu pra ver tudo. Acho que se eu tivesse ficado lá pra dormir e ainda conhecer outras partes do país no dia seguinte, teria ficado meio entediada, porque no fundo, não há grandes atrações pra se ver.

As 17:00 pegamos o trem pra Bruxelas e em duas horinhas já estávamos lá.

Achei que valeu super a pena fazer este esquema de parar em Luxemburgo no trajeto. O problema disso foi que tive pouco tempo pra explorar Bruxelas depois.

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Para saber mais de Luxemburgo, dá uma olhada nestes blogs:

www.proximosdestinos.com , da Thaís Zundt

www.drieverywhere.net, da Dri Miller

www.viajarpelomundo.com, da Cláudia Liechavicius