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Em nosso segundo dia no Cairo, acordamos cedo para ver de pertinho o complexo das famosas Pirâmides de Gizé.




E não tem como começar a contar as peripécias do nosso dia sem antes falar um pouco da história destas Pirâmides, não é mesmo?!

Bem, diversas são as histórias destas pirâmides, mas nada de muito concreto se sabe até os dias de hoje. Construídas 

há mais de 2500 anos e a única das 7 maravilhas do mundo originais ainda de pé, estas pirâmides são cercadas de mistérios, despertando o interesse e o fascínio  de historiadores, arqueólogos e estudiosos de civilizações antigas. Como resistiram a tantos séculos? Que segredos guardavam dentro delas? Qual função religiosa exerciam na sociedade?

Bem, o Egito antigo era 

politeísta, ou seja, os egípcios acreditavam em vários deuses e na vida após a morte. Portanto, conservar o corpo e os pertences para a outra vida era uma preocupação. Mas somente os faraós e alguns sacerdotes tinham condições econômicas de criarem sistemas de preservação do corpo, através do processo de mumificação.
A pirâmide tinha a função de abrigar e proteger o corpo do faraó mumificado e seus pertences (jóias, objetos pessoais e outros bens materiais) dos saqueadores de túmulos. 
As pirâmides foram construídas numa época em que os faraós exerciam máximo poder político, social e econômico no Egito Antigo. Quanto maior a pirâmide, maior seu poder e glória. Por isso, os faraós se preocupavam com a grandeza destas construções. Algumas literaturas afirmam que foram construídas com mão-de-obra escrava, mas novas descobertas mostram que não foi bem assim que aconteceu. Feitas com blocos de pedras que chegavam a pesar até duas toneladas, muitas vezes sua construção demorava mais 20 anos e por isso, os faraós começava a planejar e executar sua construção ainda em vida.
Queóps , Quéfren e Miquerinos são seus nomes, sendo a primeira a de maior tamanho.


Na saída do hotel, negociamos com um taxista um preço fixo para ele passar o dia conosco, nos levando e nos esperando (sem ser guia) nas Pirâmides e depois nos levando ao Mercado Khan Al Khalili, na parte islâmica do Cairo e trazendo de volta ao fim do dia. O nosso “day tour” foi fechado em 120 LE (cerca de R$ 40,00).  


O motorista nos levou na entrada próxima da Esfinge e já foi direto numa agência de turismo que ficava praticamente em frente a esta entrada, na tentativa de nos vender ingressos mais caros e tentar ganhar sua comissão. Aí eu disse pra ele que eu iria comprar os ingressos na bilheteria das pirâmides e não ali. Fiquei muito brava e disse que esperava que ele fosse honesto conosco, já que iria ser nosso guia durante um dia todo: que eu queria comprar as coisas pelo preço honesto e blá blá blá…Aí ele não teve alternativas e nos levou na tal bilheteria, que mais parecia a sala do horror e não a bilheteria de um dos monumentos mais famosos e visitados do mundo! Bem, compramos os tais ingressos por 60 LE cada. 


Entregamos para uma senhora, passamos num detector de metais que, a meu ver, devia estar quebrado de tão velho e a tal senhora já logo tratou de entregar nossos tickets pra um senhor, que foi nos guiando pelo caminho, com certeza na tentativa de ganhar mais uns trocados às nossas custas. Imediatamente pedi meus ingressos e disse que não queria NINGUÉM me guiando e eles foram embora, tristes por não se darem bem conosco! É muito irritante !!

A primeira parada foi na Esfinge, onde tiramos dezenas de fotos. De vez em quando aparecia um dos muitos trambiqueiros que ficam lá dentro “sugerindo” uma nova pose ou ainda tendo a cara de pau de dizer que não era pra você tirar foto daquele jeito, mas sim, do jeito que ele achava melhor. Pelo amor de Deus, quanta gente desocupada dentro daquelas pirâmides querendo extorquir turistas. Só faltou pedir dinheiro em Real, porque no mais… Argh!!!


Segundo reza a lenda, o nariz da esfinge foi destruído pelo exército de Napoleão e sua barba, que caiu, foi restaurada e está exposta no British Museum, em Londres 

 

Da Esfinge, fomos subindo em direção às famosas pirâmides! Era chegada a hora de estar cara a cara com o monumento mais cobiçado por turistas e viajantes de todo o mundo! E elas são realmente tudo isso que falam: lindas, enooormes, imponentes, cheias de história…

Você pode percorrê-las de camelo, charrete, cavalo ou a pé, que foi o nosso caso. Tanto faz, o importante é estar lá! A cada ângulo, uma nova surpresa, uma nova imagem, uma bela fotografia!

Bem, e foto pra lá, foto pra cá, não é que eu caio no golpe do camelo, que eu tanto ouvi antes e ainda pensava: mas como podem cair no golpe do camelo, se já sabem como é? Pois é, mas inexplicadamente, quando voe se dá conta, você já caiu!
Bem, como relata muito bem minha colega blogueira Thaís Zundt, que assim como eu caiu no golpe, este acontece mais ou menos assim: estava lá eu bem tranqüila, olhando aquelas pirâmides, quando me peguei olhando pra um daqueles egípicios montados em um camelo. Isca fisgada! Aí ele começou a me perguntar se eu não queria tirar uma foto com o camelo. Eu respondi “não, obrigada, não quero”! Ele insistiu,  tentando ser simpático e agradável. Eu disse, mais uma vez, ” não, obrigada, já andei de camelo, não quero”! Ele insistiu mais um pouquinho,  cada vez mais gentil e simpático. Aí caí na tentação de ter uma foto de camelo no Egito e perguntei: quanto é? Ele me disse: “o que a senhora quiser me dar” (ah tá, vai nessa). Aí é que mora o perigo: você pensa que realmente pode dar o que quer e cai no golpe. Bem, ele desceu do camelo e foi puxando-o pra um canto e me chamando pra ir junto, pra eu montar no camelo e insistindo que o camelo se levantasse, tudo pra ganhar mais depois. E eu já estava começando a me irritar, porque queria 1 foto e nem precisava ser montada no camelo, muito menos com o camelo em pé (já passei por esta experiência antes e quase caí do camelo, literalmente kkk). Bem, eu me irritei mesmo porque não queria que o camelo subisse mesmo. Aí veio ele com aquele turbante que sabe lá Deus quando foi lavado a última vez, pra não falar outra coisa, e colocou na minha cabeça pra “compor” a foto. Nisso, o Alessandro tava tirando 2054 fotos por segundo, pra render o “ investimento”  kkkk. Bem, golpe concluído, dei míseras 5 LE para ele., quando ele falou: Não, senhora, é 20!! O quê???? 20???? Você disse que podíamos dar o que quiséssemos. Mas o infeliz nem pegava no dinheiro. Era 20 e fim de papo. Aí resolvi dar 10, irritada e xingando (hilário rsrsrs) . Ele nem sequer ameaçou pegar. Insistia nos 20 e não tinha jeito. Bem, mesmo ele tentando nos roubar, ainda é muito barato pra nós. Acabamos pagando os 20 porque o homem era grande e fiquei com medo de apanhar no Egito kkkk. Como já disse, o problema não é o $$$ em si, afinal foram menos de 6,00 por várias fotos no camelo, de frente pras pirâmides, mas o que detesto é ser feita de boba…mas que foi divertido foi!!!! Depois dessa, coitado do egípcio que se aproximasse da gente! Era “LA”pra todo lado, com tom de muuuito brava kkkk!

O cara que me aplicou o golpe com toda sua “simpatia” rsrsrs

Prestes a cair  no golpe
Bem, pra não cairmos em mais golpes, passávamos longe da “Polícia Turística”. Havia lido relatos de gente que foi extorquido nas Pirâmides pela própria polícia, que ao invés de protegerem os turistas destes golpes, estão lá pra levar mais um pouco de vantagem. Quando via uma se aproximando, saia de fininho.

Quando você sobe em alguns blocos das pirâmides, uns gritam pra você sair, mas se você não sai, nada acontece também. E do nada, uns pedem pra ver seu ingresso e acho que falavam pra gente não ficar ali. Ah, tá!


Uma hora, fomos entrar num túmulo lá e tinha 2 homens na porta. Um  deles me falou que não podia entrar com a câmera, que eu tinha que entregar pra ele. Eu falei que jamais deixaria minha câmera com ele. Aí veio o outro escondido e falou que eu poderia entrar com a câmera sim. E na volta, advinha o que aconteceu? Ele pediu bakhshish, propina em árabe. E advinha se eu dei? hahaha


Depois, fomos na entrada da grande pirâmide, quando de repente, rolou a maior briga entre 2 egípcios, de socos e pescoções! Pra entrar nesta pirâmide, paga-se 100 LE, além das 60 LE que você já paga para entrar no complexo. Não é tão caro, mas tinha lido vários artigos que não valia a pena e não fomos. Não me arrependo.

Entrada para Quéops

Eu nas Pirâmides do Egito uhuuuuu!!!

Após umas 3 horas zanzando pelas pirâmides, voltamos ao ponto marcado com o motorista de táxi e seguimos para o  Mercado Khan Al Khalili, que contarei no próximo post, porque este já está grande demais! É muito golpe pra um post só hehe!