Durante toda a viagem, uma das grande expectativas era poder tirar uns diazinhos de férias das nossas férias, de frente pra um resort no Mar Vermelho, sem fazer absolutamente nada além de comer, beber e nadar com peixinhos… Isto se realizou em Sharm el Sheikh, famoso balneário egípicio, localizado na Península do Sinai, banhado pelo Mar Vermelho, e que de vermelho, não tem nada! É super transparente, com tons de verde esmeralda a azul, com uma rica vida marinha de deixar qualquer mergulhador de boca aberta. Na verdade, o nome do Mar Vermelho pode ter sido dado por 2 motivos: devido a um tipo de bactéria que fica na superfície e que, durante a proliferação, forma manchas avermelhadas em alguns pontos ou devido às montanhas ricas em minerais na costa arábica, apelidas de “montanhas de rubi” por antigos viajantes da região.

A cidade de Sharm el Sheik tem aproximadamente 35.000 habitantes e é o centro administrativo do Sinai Sul, que inclui as pequenas cidades costeiras de Dahab e Nuweiba, bem como o interior montanhoso que abrange o Monte de Santa Catarina e o famoso Monte Sinai.
Dahab é o paraíso dos mergulhadores e, dentre outras atrações subaquáticas, é lá que está o Blue Hole. Porém, se você quer um pouco mais de conforto e mordomias, seu destino é Sharm el Sheikh, já que Dahab não tem toda a infraestrutura turística de Sharm.
98% dos turistas de Sharm el Sheikh são russos e é um destino ainda bastante desconhecido dos brasileiros. Numa das lojas que entrei, ao dizer que era brasileira, o dono ficou maravilhado e, ao mesmo tempo indignado do porquê os brasileiros não vão para Sharm, já que a cidade dele tinha tantas qualidades. Eu expliquei que, a principal causa, era a falta de conhecimento sobre a existência deste lugar, o que é a mais pura verdade! Se você perguntar à maioria dos brasileiros se eles já ouviram falar de Sharm el Sheikh alguma vez na vida, a resposta com certeza será “Não”.
A cidade pode ser dividida em 3 áreas principais: Old Town, centro antigo de Sharm, onde se encontra o Old Market (pra comprar souvenirs), alguns bares e restaurantes e algumas agências de mergulho; Naama bay, onde tudo acontece e onde se concentram os melhores resorts e Shark bay, reduto de mochileiros, com hospedagens mais em conta. Nós ficamos em Naama bay, que tinha tudo que precisávamos recomendo muitíssimo ficar nesta área da cidade.
Desembarcamos por volta do meio-dia em Sharm e, do avião, já era possível ver a beleza do lugar e o que nos aguardava nos próximos 1,5 dias. Voamos Egypt Air vindos do Cairo.
A quantidade de resorts, todos com suas mega-piscinas, também era impressionante!

O aeroporto de Sharm é pequeno, mas super novinho e moderno!

Negociamos um táxi por 50 LE para nos levar em Naama Bay, que fica há uns 20 km do aeroporto. Há transportes públicos, mas em se tratando de Egito, acabamos ficando com preguiça de procurar e negociar, até porque você pega as vans do lado de fora do aeroporto, o que significaria termos que arrastar malas debaixo de um sol escaldante e perder minutos preciosos na praia!
Em poucos minutos já estávamos no nosso maravilhoso hotel. Ficamos no Marriot Sharm el Sheikh Red Sea Resort, de frente pra praia! Assim como no Cairo, os preços dos resorts são muito atraentes e não vale a pena passar perrengue num lugar destes, ficando em hostels ou pousadas mais simples! Aqui sim, vale a pena ficar num bom hotel, sem ter que desembolsar fortunas para isso!
  
Deixamos nossas coisas no quarto, que já estava liberado apesar do check-in ser só depois das 15:00 e fomos direto pra praia! Na praia, estava tocando Jorge Ben Jor (ótimo) e lambaeróbica, ao som dos Bragaboys (ninguém merece!).
Bem, isto não foi o problema porque era em um kioski de outro hotel e o som estava lá longe! Isto não atrapalhou nossos objetivos daquela tarde: beber uma Sakara bem gelada e descansar …
Detalhe para a roupa de banho das muçulmanas